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A contramão do Turismo

A contramão do Turismo
O turismo como negócio na nossa região tem grande potencial. Mas por que razão ele não levanta vôo? Quando se fala informalmente sobre o assunto a primeira resposta é a falta de políticas públicas. Então, faço outra pergunta: o que os reclamantes entendem por políticas públicas? O que uma política pública poderia fazer pelo nosso turismo?

Turismo de inverno: frio e paisagem mais do que adequados.

Fiz uma breve pesquisa sobre isso e a definição de Celina Souza sobre políticas públicas me parece a de mais fácil compreensão.  SOUZA (2006) diz que as políticas públicas, na sua essência, estão ligadas fortemente ao Estado. Este que determina como os recursos são usados para o beneficio de seus cidadãos, onde faz uma síntese dos principais teóricos que trabalham o tema das políticas públicas relacionadas às instituições que dão a última ordem, de como o dinheiro sob forma de impostos deve ser acumulado e de como este deve ser investido, e no final fazer prestação de conta pública do dinheiro gasto em favor da sociedade.

Preservação das origens e dos costumes: um grande atrativo turístico.

Seguindo este raciocínio, as políticas públicas têm na saúde, na educação e na infra-estrutura as suas prioridades. E vamos combinar que, se estas áreas estiverem bem atendidas, já está de bom tamanho. Pessoalmente, penso que a economia dos municípios depende muito mais do empreendedorismo dos seus cidadãos do que das ações do Estado. Em se tratando de turismo não há política pública que tenha sucesso se as pessoas se recusam a trabalhar nos finais de semana e feriados.

Boas opções gastronômicas aquecem o turismo

Trabalhar com turismo não é fácil e os índices de desistência dos empreendedores são grandes. É preciso amadurecer o turismo como negócio na cabeça das pessoas. E não é no primeiro ano que as coisas dão certo. É preciso investimento, trabalho e muita paciência para esperar o real retorno financeiro.

Tropeirismo: um traço forte

Quando tivermos uma realidade diferente da realidade de hoje, com um número maior de equipamentos turísticos de qualidade contribuindo para a economia, empresários empreendedores com projetos de bom gosto,  e o turismo estiver realmente acontecendo no município, aí sim é o momento de cobrarmos políticas públicas. Cobrar isso agora é  colocar o carro na frente dos bois. A coisa literalmente não anda.

Festa do Morango na sua 20ª edição em 2011

Temos uma bela paisagem e bons eventos para atrair o turista. Mas ele precisa encontrar aqui boas opções de hospedagem,  passeios e alimentação. Além disso, lugar charmoso e bom atendimento é retorno na certa.

Observe os destinos turísticos que hoje são referência. O impulso inicial veio da sociedade, não do governo.

* SOUZA, Celina. Políticas Públicas: uma revisão da literatura. IN Sociologias nº 16. Junho/dezembro 2006, p. 20-45.
Letícia Weigert:

O texto acima é de inteira responsabilidade de Letícia Weigert, não expressando necessariamente a opinião do Portal do Rancho.

Comentários:
  • Jonei
    Responder

    Letícia, creio que a sociedade há mais de vinte anos, já deu esse pontapé. As feiras do Domingo na Praça revelaram talentos até então desconhecidos: Felícia Schütz com macramê e seu violino; Luiza Schlichting e seus vasos de xaxim; o senhor Raulino Marian com suas gamelas; o Seu Beppler com suas cadeiras, etc.

    Pela primeira vez as senhoras se apresentavam com cantos em alemão coordenados pela Tante Traudi; nós, as crianças, encenávamos pela primeira vez a lenda do fogo que se queimou; eu pela primeira vez declamei poesias e tantos outros.

    Depois veio o Natal, que foi a alavanca para a concretização do Coral Municipal e para a criação da Noite da Luz; Veio também uma gincana que despertou toda a sociedade e impulsionou uma invenção: a FESTA DO MORANGO! Isso já há vinte anos… Fruto da sociedade… E junto, uma revolução política.

    Acontece que há vinte anos, vivemos ainda de iniciativas da sociedade. Falta sim o incentivo do poder público. A Festa do Morango mendiga; os grupos folclóricos vão de mal a pior; a Blumen Tanz Fest recebe verba da Prefeitura de Blumenau e nada da de rancho Queimado; o Festival de Inverno ainda obscuro com as contas da edição passada e há rumores de que o farão esse ano. Como podemos perceber, há uma lista. NÃO É UM CASO ISOLADO!

    Concluo com as palavras da minha professora, citadas anteriormente: ““cuidado” qe os governantes devem ter em relação a “pólis”= cidade. é a politica a serviço da comunidade.
    olhando neste sentido é fomentar tbém o empreendedorismo.” É isso!

  • Maria Angélica K. KÄUFER
    Responder

    gostei de suas palavras.
    realmente políticas públicas deveriam ser entendidas como forma de cada governo pensar e planejar para atender as necessidades da população.
    conforme ruben alves é o “cuidado” qe os governantes devem ter em relação a “pólis”= cidade. é a politica a serviço da comunidade.
    olhando neste sentido é fomentar tbém o empreendedorismo.

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